Mas... e a garrafa?
A famigerada garrafa pet, praga inimiga número um dos eco-chatos*, não é tão mal assim e, antes que eu seja massacrada pelos defensores invictos das causas ambientais, vou explicar o por que:
É um material inerte, leve, resistente e transparente, e por isso excelente para fabricação de embalagens de bebidas e alimentos.
São ideais para o acondicionamento de alimentos, devido às suas propriedades de barreiras que impossibilitam a troca de gases e absorção de odores externos, mantendo as características originais dos produtos envasados. Além disto, são leves, versáteis e 100% recicláveis.
A embalagem de PET quando reciclada tem inúmeras vantagens sobre outras embalagens do ponto vista da energia consumida (requer, em média, apenas 30% da energia necessária para a produção de matéria-prima), consumo de água, impacto ambiental, benefícios sociais (geração de empregos de catadores, sucateiros, operários, etc.), entre outros. Diversos produtos podem ser produzidos a partir da reciclagem do PET, como por exemplo: enchimento para sofás e cadeiras, estofamento de carros, carpetes, capachos, tapetes cortinas, lonas para toldos e barracas, rolos para pintura, embalagens diversas, novas garrafas e uma infinidade de outras coisas.
O problema real está no descarte, pois infelizmente, ainda faz parte da constituição humana e do sistema capitalista achar que o mundo é a bolsa do gato felix, ou como diria a minha avó: um saco sem fundo.
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| Relatório da ONU declara que 80 por cento do lixo encontrado no mar é composto por materiais plásticos. |
É muito legal pode fazer uso dos adventos e facilidades que a tecnologia sempre nos traz. Eu mesma a primeira vez que vi uma garrafa pet cair no chão fiquei muito feliz por ela simplesmente não quebrar. A sua antecessora, nessa mesma situação, acabaria transformando a minha cozinha em um grande mar de cacos, refrigerante e lágrimas porque de fato surgiria com seu chinelinho em punho.
Contudo, a maior atitude sustentável e o primeiro passo a ser dado é a produção consciente. Antes mesmo do consumo, isto é, antes de um produto ser produzido, seria interessante se já existisse toda uma estrutura aguardando o retorno daquele produto tão logo ele perca sua funcionalidade primária, para dar lugar a qualquer outra coisa.
É fato que uma política assim estimularia empresários, químicos, inventores entre outros a optar sempre por materiais que possam ser reutilizados por essa mesma indústria, economizando extração e degradação ao meio ambiente sem diminuir o lucro e a necessidade de vender daqueles que mantém o giro da roda do capitalismo ativo.
Atitudes radicais para proteger o meio ambiente tais como copos comestíveis entre tantas que vemos por aí, não convencem as massas.
Deixo aqui um exemplo perfeito de atitude sustentável. Em uma matéria exibida no "Seu Jornal", da TV dos trabalhadores, pode-se conhecer o trabalho da empresa "camiseta feita de pet". Que mistura fibra de algodão com uma fibra oriunda da reciclagem de garrafas pet para a produção de camisetas.
Gostou da ideia?
As camisetas que foram mostradas na matéria, podem ser adquiridas diretamente pelo site da empresa: camisetadepet.com.br
Aparentemente as camisetas parecem ter a mesma textura e qualidade de uma peça normal.
Assim que estiver com uma em mãos, eu conto o que achei dela.
Eu apoio essa ideia!!!



